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Nesta terça-feira (9) a diretora institucional da AFAG, Erica Vitorino, esteve na Câmara Municipal de Campinas (SP)para compor a discussão pública sobre doenças negligenciadas. O objetivo do encontro foi debater a realidade e os desafios destas doenças – em suma maioria provocadas por agentes biológicos – que sob diferentes aspectos não contam com o suporte necessário para o seu enfrentamento.

O encontro foi proposto pelo vereador Pedro Tourinho e contou com a presença de lideranças de associações e grupos de pacientes. “Foi um encontro muito proveitoso. Tivemos a oportunidade de retratar os avanços conquistados na última conferência municipal de saúde, onde foi possível aprovar uma proposta voltada para doenças negligenciadas”. Conta a diretora da AFAG, Erica Vitorino, que também é conselheira municipal de saúde.

O ciclo de exposições também foi composto pelo presidente da Associação dos Portadores de Doença de Chagas de Campinas e Região, Oswaldo Rodrigues da Silva, que retratou as dificuldades enfrentadas pelos pacientes, bem como o impacto positivo que políticas mais inclusivas podem provocar.

Na sequência a médica do Centro de Vigilância Epidemiológica , Dra. Ruth Moreira Leite, tratou sobre a situação de cada doença negligenciada existente no Brasil e principalmente no estado de São Paulo e na região de Campinas.

O representante do Programa Municipal de Controle das Arboviroses do DEVISA/SMS, Dr. André Ricardo Ribas Freitas, também retratou situação da cidade no combate a estes agentes biológicos e retratou um cenário de bastante preocupação.

“A boa porcentagem de pessoas atingidas por doenças negligenciadas são pessoas de baixa renda, infelizmente. São doenças muito simples de serem tratadas e muito simples de serem enfrentadas pelo poder público, com sanamento básico, uma condição mínima. Se houvesse um interesse do nosso poder público essas doenças já estariam erradicadas no Brasil. A falta de estrutura da Saúde Pública para identificar doenças de fácil diagnóstico é a prova da carência do sistema que não conta sequer com insumos básicos.” Encerra Erica